Lula

Ferreira Gullar em 2005: "Lula versus PT"

O blog do Antonio Cicero trouxe um texto importante para o debate, escrito pelo poeta e militante comunista histórico Ferreira Gullar. Mesmo na outra margem do rio ideológico, sou leitor e admirador dos textos políticos deste maranhense que, como seu conterrâneo que preside o Senado, também se chama José Ribamar.
 
De todos que li na sua coluna da Folha de S. Paulo, o mais preciso e perspicaz que conheço foi "Lula versus PT", escrito em 2005, no auge do escândalo do mensalão, o qual reproduzo, na íntegra, aqui:
 
 
Lula versus PT
 
06/07/2005
 
Ferreira Gullar
 
A esta altura dos acontecimentos, fico me perguntando o que aconteceu com essa ala da esquerda chamada Partido dos Trabalhadores. Como bom virginiano, não paro de esmiuçar as coisas que me dizem respeito e aos demais, como é o caso do destino desse partido que nasceu como um aceno de esperança e renovação da política brasileira e, agora, tendo assumido o governo do país, revela-se uma decepção.
 
Nunca pertenci ao PT, mas, no momento em que ele nascia, defendi-o de alguns companheiros do PCB, que viam nele uma ameaça à luta pelo socialismo. Temiam que se tratasse de um embuste que poderia arrastar os trabalhadores para uma aventura desastrosa. Eu respondia: "Nós, em quase 60 anos, não conseguimos conquistar a maioria da classe operária. Vamos deixar que eles tentem".
 
No final da década de 70, a ditadura fazia água. O Partido Comunista, aliado a setores do MDB, viu que chegara a hora de isolá-la, chamando para a luta o empresariado que já dava demonstrações de descontentamento. A gente sabia que o golpe militar ajudara a burguesia a sair de seus impasses, mas que o seu regime ideal é a democracia, que lhe permite atuar livremente. Marcou-se um ato público, no teatro Casa Grande, no Rio, para consolidar a aliança das esquerdas com o empresariado e se convidaram figuras empresariais de prestígio ao lado do jovem líder operário Luiz Inácio da Silva, o Lula. Veio com ele, entre outros, um intelectual chamado Francisco Weffort, que quase entornou o caldo: resolveu cobrar de público a colaboração do empresariado com os torturadores da Operação Bandeirantes. Levamos um susto, mas, felizmente, alguém se levantou e desautorizou a cobrança inoportuna. Esse era o tipo de gente que rodeava Lula e que deu origem ao PT.
 
Havia outros, entre os quais José Dirceu, Genoino, Frei Betto, quase todos caracterizados por uma visão radical, gente que participou da luta armada ou a apoiou. Gente antipartidão. Esse era um dos traços mais típicos desse grupo. Pois bem. Um mês após o golpe de 1964, o PCB lançara um documento afirmando que o caminho para derrotar a ditadura era a luta pelas liberdades democráticas. "Ocupemos todos os espaços que nos permitam organizar e conscientizar o povo", dizia o documento. Mas, dentro do próprio partido, havia quem apostasse na luta armada e que tentou me aliciar. Respondi que não teria sentido deslocar a luta para o terreno militar, onde a ditadura era mais forte. Embora, em 1979, a luta armada já tivesse sido derrotada, o radicalismo persistia na cabeça daquele pessoal.
 
Lula nunca foi de esquerda, como ele mesmo afirmou recentemente. Era um líder sindical carismático, inteligente e hábil -o homem que faltava para os derrotados da luta armada, que só tinham idéias, mas não tinham povo. Já Lula, que tinha povo, não tinha idéias que lhe permitissem tornar-se o chefe de um partido político. Juntou-se a fome com a vontade de comer: nasceu o PT.
 
Assim, o PT -se meu raciocínio virginiano estiver correto- é fruto de um acordo tácito entre duas coisas heterogêneas, mas afins: a ambição política de Lula e a visão revolucionária da esquerda radical. Lula se imaginou um Lech Walesa sul-americano, mas os seus novos companheiros -todos barbudos- imaginavam-no um Fidel Castro. Ele, ladino, deixou crescer a barba também.
 
E eis que, finda a ditadura, Lula é eleito para a Assembléia Nacional Constituinte, mas, pouco afeito à elaboração de leis, mal aparece lá. Pronta a nova Constituição, dispõe-se a assiná-la, mas o PT o impede: não aprovava aquela Constituição burguesa.
 
Não obstante, na primeira eleição direta para a Presidência da República, Lula se candidata, disputa com Fernando Collor e perde; nas eleições seguintes, candidata-se de novo, disputa com Fernando Henrique Cardoso e perde de novo. Em ambos os casos, não chega a 30% dos votos válidos. Mas o PT elege deputados que fazem uma feroz oposição ao presidente eleito. Em 1998, nova eleição para presidente, Lula disputa outra vez com Fernando Henrique e é outra vez derrotado. Ao se aproximarem as eleições presidenciais de 2002, muda de atitude.
 
- Se for para perder de novo, não me candidato.
 
Era um recado ao PT que, traduzido, significava o seguinte: só me candidatarei de novo à Presidência da República se não tiver que me submeter ao programa radical do partido nem às alianças estreitas com os pequenos partidos de esquerda. O velho acordo Lula-PT tinha chegado a seu limite, uma vez que a imposição dos radicais, submetendo Lula a sucessivas derrotas, tornara-se intolerável para ele. Ou o PT reduzia seu radicalismo, ou não haveria candidatura. A cúpula petista radical recua, Lula busca aliança com o PL e muda o discurso eleitoral. Nasce o Lula bom moço, sorridente, que não quer briga com ninguém -e ganha as eleições.
 
Empossado, tem que impedir que o radicalismo petista ponha tudo a perder: mantém a política de FHC e nomeia um banqueiro e dois empresários para os ministérios fundamentais. O PT, por sua vez, ocupa a máquina estatal e compra deputados para não abrir mão do aparelhamento. Eclode a crise que desmoraliza o PT e, teoricamente, liberta Lula. Cabe, porém, perguntar: existe o PT sem Lula? Existe Lula sem o PT?

FHC, por que não te calas?

Fernando Henrique Cardoso é conhecido por suas declarações estapafúrdias e que, não raro, constrangem qualquer brasileiro com um mínimo de vergonha na cara.
 
Seus pendores anti-democráticos e messiânios, seu coronelismo de segunda mão, sua vulgaridade macunaímica, tudo é cinicamente ignorado pela imprensa, pela grande maioria dos analistas políticos e pela burritsia acadêmica, que enxergam até algum mérito ou charme em suas diatribes. Por mais que FHC se esforce em lembrar a todos, regularmente, que sua agenda é muito mais próxima de seus pares bolivarianos do que se admite, sua popularidade tem servido de escudo para a absoluta destruição da discussão política no país e de um mínimo exercício de oposição.
 
Em visita ao Cazaquistão, o presidente FHC saiu em defesa de José Sarney, o imperador do Maranhão, estado que está na zona de rebaixamento em todos os campeonatos de desgraças nacionais: IDH, analfabetismo, renda per capita, saneamento básico, mortalidade infantil ou expectativa de vida, todos com indicadores em níveis subsaarianos. Mesmo sendo um estado com recursos naturais abundantes, clima favorável e do tamanho da Itália e da Alemanha, o Maranhão é uma perfeita tradução do que figuras como José Sarney podem fazer para manter o nordeste na Idade Média.
 
Fernando Henrique disse que as denúncias contra Sarney são culpa da imprensa e que o ex-presidente não poderia ser tratado "como uma pessoa comum". Só mesmo um típico representante das elites para dar uma declaração preconceituosa e arrogante como essa, de corar até Maria Antonieta.
 
Para o presidente falastrão, não se pode investigar Sarney, Renan Calheiros, Severino Cavalcanti e, principalmente, a Petrobras. Quando estava na oposição, era aquele vale tudo terrorista, torpedeando diariamente a construção da estabilidade econômica que acabou por viabilizar o período de crescimento em seu próprio governo. Ele mesmo já classificou o que fazia na oposição como "bravata", mas hoje acredita que não se deve investigar mais nada.
 
Aguardo ansiosamente os artigos com os repúdios veementes de Luís Fernando Veríssimo, Josias de Souza, Gilberto Dimenstein, Kennedy Alencar, Elio Gaspari, além dos blogueiros de sempre, contra mais essa declaração ordinária, vulgar e vagabunda do presidente-sociólogo. Fora FHC!
 

Nasce uma estrela vermelha

Esse vídeo é um achado. Nele, o líder do Sintusp e da greve que conflagrou a USP, Claudionor Brandão, ligado à Liga Estratégia Revolucionária - Quarta Internacional, dá sua contribuição única para o debate político e para a academia brasileira, esse orgulho nacional que tantas idéias inovadoras ofereceu à humanidade.
 
É um "homem do povo", forjado no sindicalismo, que sonha com um "outro mundo possível". Suas idéias "progressistas" mostram que tem consciência social e é um companheiro de luta, engajado até na questão palestina, contra o império. Se Obama o conhecesse, não pensaria duas vezes em chamar o camarada de "o cara" e sugerir seu nome para o Nobel da Paz.
 
Numa semana em que o eleitor europeu preferiu os monstros capitalistas para cuidar da crise e da retomada do crescimento e não os fraternos e solidários estatistas (ou socialistas), é curioso ver o Irã dando mais um mandato ao companheiro Mahmoud Ahmadinejad e a América Latina mergulhando cada vez mais na onda vermelha. Nada é por acaso.
 
Ao ver o vídeo, fica claro que outra grande liderança política genuinamente brasileira pode estar despontando para 2010, aplaudido pela claque que grita histericamente "viva o Hezbollah". Abre o olho, Serra!
 
 

Feliz 1950!

O governo comemorou ontem, em comício, a extração de uma garrafa PET de petróleo na camada pré-sal, ressuscitando todo estoque de bravatas varguistas que a esquerda brasileira possui e que explicam, em parte, porque os últimos 50 anos foram praticamente perdidos aqui em Retrogrado. O 1º de maio é uma data especial para a Petrobras no governo Lula, já que foi neste dia, em 2006, que o exército boliviano, numa ação militar comandada pessoalmente pelo cocaleiro Evo Morales, invadiu e desapropriou duas refinarias da empresa.
Todos os governos de meio século para cá, em maior ou menor grau, mostraram simpatia pelas teses nacional-desenvolvimentistas do varguismo, das quais o PAC é um neto roliço, preguiçoso, perdulário e mimado, mas que é a cara do vovô. O PAC é tão parecido, por exemplo, com as políticas econômicas e de obras do governo Médici que até o Delfim Netto, inspirador de ambos, é o mesmo. Não por acaso, fala-se até em recriar a Sudam e a Sudene.
Lula classificou no discurso o momento como a "segunda independência do Brasil" e usou como modelo de conduta ninguém menos que Saddam Hussein, que nos anos 70, ao descobrir uma das maiores reservas do planeta no Iraque, rasgou contratos e mandou todo mundo passear, o que incluiu a Petrobras. É um belo aceno para quem pensa em investir no Brasil, em tempos de capital escasso e arredio mundo afora.
O fato é que a exploração da camada do pré-sal era apenas uma quimera quando o petróleo estava com o preço do barril na estratosfera até o ano passado, mas que agora, com a cotação do barril a 50 dólares, é simplesmente uma bobagem que pode custar muito, mas muito caro, ao Brasil.
Não há um único técnico sério no mundo que possa hoje responder definitivamente às seguintes perguntas:
- Quanto custará a exploração, para fins comerciais e não para fotos em palanques, do petróleo na camada pré-sal?
- Quanto custará o preço do barril extraído? Esse preço será economicamente competitivo?
- Qual equipamento será utilizado para a exploração? Quantos anos serão necessários para desenvolvê-lo?
- O mundo, em 2015, ainda comprará petróleo na quantidade que compra hoje?
- Os bilhões a serem investidos nas pesquisas, num período mínimo de 7 a 10 anos antes de se iniciar a produção em escala comercial, não poderiam ser utilizados na busca de fontes de energia renováveis e limpas?
- Qual é o papel do biodiesel agora?
A imagem de Lula com a mão suja de óleo pode ser uma boa metáfora do seu governo, mas é, até o momento, uma péssima opção econômica.

Volta Delúbio!

Este que vos escreve gostaria de declarar publicamente seu voto a favor da campanha do Blog que pede a volta do “Companheiro Delúbio” ao PT. Conheçam o blog aqui: http://www.companheirodelubio.blogspot.com/. Você pode acompanhar a campanha pelo Twitter, claro, clicando aqui: http://twitter.com/comdelubio
 
O blog se apresenta assim: “enquanto a Camara Federal não aprovar a reforma política é injusto condenar apenas uma pessoa por todos os caixas 2 de mais de 500 anos de história desse pais.” O blog repete as teses dos acadêmicos e jornalistas a serviço do petismo de que a “perseguição” ao companheito era um “golpe das elites” contra o governo popular, progressista e operário e que ele teria feito “o que todo mundo faz”.
 
Outro argumento do blog é que nada do que fez foi “para benefício pessoal”, um argumento que, por si só, já resume boa parte do que penso sobre a esquerda e o que ela faz quando chega ao poder.
 
Na época do mensalão, o senador Pedro Simon (PMDB-RS), num discurso em plentário, disse: “se Lula fosse filmado assaltando um banco a mão armada” diria que era “para o povo” e ainda sairia fortalecido. O que seria hoje de Miami, aliás, sem os dólares do alto comissariado bolivariano, trazidos em malas de dinheiro e voando em jatos particulares, para usufruir de tudo que o dinheiro do povo pode comprar? Converse com alguém que faça negócios na Venezuela e que tenha algum tipo de relação com autoridades locais para ter uma aula definitiva sobre o socialismo real.
 
Segundo um dos primeiros posts do blog, “Delúbio Soares não é acusado de qualquer alcance de dinheiro público e não é acusado de um único ato sequer que visasse seu próprio benefício, seja político, financeiro ou pessoal.” O dinheiro “não contabilizado” não é negado. O que fica é a tese de Márcio Thomaz Bastos de que seria apenas Caixa 2 de campanha, um crime que, evidentemente, em maior ou menor grau, pegaria de roldão todos os políticos “desse país”.
 
Na época em que o mensalão ainda parecia ter algum potencial de penetração no caveirão blindado petista, Delúbio disse que todas as acusações contra ele virariam “piada de salão” e que em “três ou quatro anos” tudo seria esquecido. Palavras proféticas.
 
A campanha está no ar e tem meu apoio. E você, não acha injusto esse tratamento que o PT deu ao companheiro de luta? Delúbio não é mesmo a barba, cabelo e bigode do PT? Ele não merece um prêmio depois de seguir, com rigor siciliano, a Omertà petista e proteger o partido e seu timoneiro?
 

O Partido do Terror

Poderia pensar em maneiras mais sutis de dizer isso, mas o fato é que o presidente brasileiro sugeriu que o grupo de narcoterroristas que assomba o continente há 40 anos organize um partido político e dispute eleições. É, meus caros, ele disse isso e em público, numa entrevista coletiva, para quem quiser ouvir. Até porque ele sabe que a imprensa brasileira não quer e não vai ouvir.
 
Ele aconselhou publicamente ao grupo que quer destruir a democracia na região que “seria muito mais fácil” chegar ao poder disputando eleições, o que aparentemente seria um caminho mais curto para colocar companheiros no poder do que pegando em armas, sequestrando, traficando drogas, extorquindo, torturando e matando. É uma condenação pragmática ao terrorismo, não moral.
 
A América Latina está repleta de exemplos de que essa tática pode mesmo funcionar, ao menos por um tempo. Lula sabe do que está falando. Esse deve ser, aliás, o tal socialismo do século XXI de que fala Hugo Chávez, outro amigo escancarado das Farc.
 
“Se, em um continente como o nosso, um índio e um metalúrgico podem chegar à Presidência, por que alguém das Farc, disputando eleições, não pode?”, disse Lula fazendo uma correlação inacreditável (ou surpreendentemente sincera) entre a eleição dele e de um terrorista do grupo. Um presidente vindo das Farc é o mesmo que a eleição dele próprio ou de Evo Morales, o presidente cocaleiro? É o que a “direita” da região sempre afirmou mesmo. Ele fez a declaração em Rio Branco (AC), numa entrevista coletiva após se reunir com o presidente peruano, Alan García.
 
Lula esnoba constantemente Álvaro Uribe, o presidente mais popular do continente, com mais de 90% de popularidade, advinda do seu combate sem trégua e vitorioso contra os terroristas. Em declarações como essa, o presidente vai deixando claro de que lado está na luta entre o povo colombiano e a versão cucaracha da Al Qaeda, presença histórica e com assento nas reuniões do Foro de São Paulo, organização de extrema esquerda fundada por Lula em 1990, na esteira da queda do Muro de Berlim, para aglutinar a esquerda (incluindo os grupos armados) do continente. Fidel Castro declarou que a fundação do Foro de São Paulo, naquele momento, foi fundamental para que o comunismo se mantivesse forte e articulado no continente. O resultado está aí.
 
Posso sugerir um nome do partido? Que tal Partido do Terror?
 
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Natura

A fantástica fábrica de chocolate

Antes da reunião do G-20, avisaram Obama que o sindicalista que preside o Brasil estava atacado, dando declarações agressivas sobre os “loiros de olhos azuis” e diatribes do gênero. Lula tinha acabado de vir de dois encontros de cúpula com Hugo Chávez e o tom de ambos era o que de melhor a idiotia latinoamericana sabe produzir.
 
Obama entendeu que o barbudo poderia estragar uma reunião que tinha tudo para ser o que foi, um piquenique animado, com boas oportundiades para fotos e juras de amor enquanto os profissionais trabalhavam nas salas sem holofotes.
 
Para não deixar o caldo entornar, o presidente americano distribuiu doces, chocolates e pirulitos verbais para Lula, que logo se transformou num Oompa-Loompa cordato e feliz, carregando os sacos de açúcar e dançando alegremente. Lula é inegavelmente um Oompa-Loompa feliz.
 
Obama é o Willy Wonka da política mundial.
 
Uma nova guloseima foi oferecida agora para Cuba, que servirá para conquistar a simpatia de outros Oompa-Loompas na Cúpula das Américas. Fidel reagiu, já que de criança não tem nada e entendeu o que está em curso, jogando o chiclete de volta.
 
“Ei, peraí, não esvazia meu discurso, preciso continuar culpando alguém pela miséria aqui do fazendão!” O Coma Andante já não tem mais idade para ser seduzido pelos pirulitos do Obama, mas Lula ainda está quieto, de boca cheia, chupando o seu.
 
Willy Wonka é um bom anfitrião e sabe como ninguém oferecer guloseimas, mas tem limites. Como bem sabem Augustus, Veruca, Violeta e Mike.

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