Chavez acusa americanos de invasão do Haiti
O coronel acaba de passar à frente e liderar com folga o triste campeonato de quem faz a declaração mais abominável sobre o flagelo do povo haitiano, tentando macular a imagem e criar constrangimentos a quem hoje mais socorre aquele país destruído e entregue ao caos. Veja a matéria do G1 com a declaração de Hugo Chávez aqui.
Alguém em seu juízo perfeito pode imaginar Barack Obama tramando a invasão do país mais pobre da região e sem nada mais a oferecer ao "invasor" do que uma terra arrasada e seus escombros, repleta de mortos, feridos, doentes, desabrigados e saqueadores? A declaração do coronel equivale moralmente a ver um bombeiro salvando uma moça de um incêndio e gritar: "esse sujeito quer é transar com ela!".
A atuação humanitária dos EUA é digna de todos os aplausos e deveria servir de exemplo para o mundo e de reflexão interna ao país que mais gasta dinheiro com a cada vez mais inoperante, inchada e ideologicamente estúpida Organização das Nações Unidas, talvez a maior e mais cara ONG do planeta. O trabalho de reconstrução do Haiti está só no início, há confusão e desordem, mas alguém tem que fazer o trabalho que a maioria das nações simplesmente não faz ou faz timidamente, apenas para dar uma satisfação ao eleitorado local.
Como lembrei no post "Pinheiro Guimarães, da Alemanha à Venezuela", o guru de Hugo Chávez é um brasileiro. Que tipo de conselho ele está dando ao seu pupilo? O que se sabe é que seu outro aluno, Celso Amorim, também anda rangendo os dentes para os EUA no Haiti, nos colocando na mais ridícula companhia do planeta.
Falar menos e agir mais
Alegando questões geopolíticas ou militares, muitos acabam esquecendo que o objetivo maior é atender à necessidades dos fragelados haitianos e não ganhar projeção internacional. A projeção virá com a eficácia no atendimento das vítimas e com a capacidade de dotar o país atingido de infraestrutura, sem falar na manutenção da segurança. Assim, palavrórios vazios não fazem falta alguma.
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